• Giovanna Balogh

Saiba mais sobre a vacina da febre amarela em gestantes, bebês e lactantes


Os postos de saúde estão lotados de famílias em busca da vacina da febre amarela, no entanto, é preciso fazer um alerta para dois grupos específicos: grávidas e lactantes que têm algumas restrições. As mães que amamentam, por exemplo, só podem ser imunizadas após o bebê completar seis meses de vida, quando é iniciada a introdução alimentar.

O médico infectologista Thiago Zinsly Sampaio Camargo explica que se a vacinação não puder ser evitada, ou seja, a mulher morar em uma área endêmica a amamentação deve ser suspensa por 10 dias.

Já no caso das grávidas, a vacina é contraindicada pois a vacina é feita com vírus vivos atenuados. “Em princípio, a vacina tem o potencial de causar doença no feto e outros eventos adversos. Excepcionalmente as grávidas podem tomar a vacina desde que o risco da infecção supere os riscos potenciais da vacinação”, comenta Camargo.

Ele destaca que essa vacinação deve ser decidida caso a caso considerando o tempo de gestação e a área de risco frequentada pela gestante onde existam casos confirmados de febre amarela. “Se for optado por vacinação durante a gestação, mesmo que com dose total e não fracionada, ela precisará ser revacinada após a gestação para conseguir uma imunidade duradoura”, explica.

Como medida adicional de proteção, a médica obstetra da Casa Moara, Andrea Campos, diz que podem ser usados repelentes e ressalta a importância de eliminar os focos de água parada por conta do mosquito aedes aegypti, que é transmissor da doença. “Também devemos estimular os familiares sem contra-indicação a receber a vacina para criar um ambiente de proteção para quem não pode se vacinar”.

As crianças podem receber a vacina a partir dos 9 meses de vida. “As crianças com menos de dois anos não devem receber as vacinas de febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nestes casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as doses”, orienta.

As pessoas que estão em áreas consideradas de risco como Mairiporã e proximidades, por exemplo, onde foram notificados casos humanos da doença, inclusive com mortes, devem ser vacinados rapidamente e fazer o uso de repelentes.

O médico ressalta que a vacina demora 10 dias para dar imunidade à doença. Já as pessoas que foram vacinadas com dose total da vacina há mais de 10 anos não precisa tomar outra dose. “Atualmente uma dose total da vacina é considerada como suficiente para dar imunidade para toda a vida”.

Sobre a dose fracionada da vacina, o infectologista diz que o tempo de “duração” da vacina é menor da imunidade com a dose fracionada. “Assim ela não confere o direito ao certificado internacional de vacinação necessário para algumas viagens e, no futuro, outro dose de vacina deve ser necessária para uma proteção duradoura”.

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Fotografias por:  Kátia Ribeiro,  Bia Takata, Lela Beltrão, Marcelo Min, Cristiane Pereira e Carla Raiter / Acervo Casa Moara