• Juanita Reyes

VBAC: a experiência dos dois partos e meu amor pela humanização


VBAC (parto vaginal após cesárea) era o que procurávamos desde o momento em que decidimos ter um segundo filho. Nunca imaginei que a experiência fosse tão mágica, poderosa, difícil e natural ao mesmo tempo.

Hoje, após ter experimentado as duas formas de parto, gostaria de dar um breve depoimento sobre cada uma delas. Quero compartilhar com todas as futuras mães por quê recomendo, não só o parto normal, senão também, dentro do possível, contar com uma doula e uma equipe humanizada, que permita a mãe, ao pai e ao filho estarem 100% presentes e juntos nesse momento único, profundo, intenso e cheio de amor.

Acredito que, indiferentemente da forma como aconteça o parto, o primeiro encontro com o nosso filho/a fora do útero é aquele momento em que parece que o tempo não existe, e de fato, não existe nada além de você, seu filho/a e uma explosão de sentimentos inexplicáveis. Assim foi o encontro com os meus dois filhos.

Na gravidez do Pedro, meu filho mais velho (de 3 anos), eu sabia que queria vivenciar um parto normal. Tinha ouvido falar da dor, tinha imagens mentais de mulheres parindo nos filmes e mesmo assim era esse, o parto vaginal, o meu impulso natural. Porém, nessa época contava com uma total ignorância sobre o parto humanizado e a minha experiencia foi muito diferente. Não procurei uma equipe de parto humanizado, não tive um preparo do corpo nem da mente para um parto normal e cheguei ao parto ignorante sobre minhas possibilidades de parto vaginal. Me disseram que meu filho entraria em sofrimento com apenas 1 hora de bolsa rompida e meu filho nasceu por cesárea. Pior ainda, recém-nascido não veio nos meus braços pois estavam amarrados na maca e só conheci ele já envolto em panos.

Me deixaram sentir apenas a bochecha dele úmida contra a minha, mas apenas por alguns segundos, pois logo em seguida foi levado para fazer as medições de rotina. O primeiro banho foi na enfermaria enquanto eu era costurada e levada para uma sala de recuperação. E só lá, nessa sala, tive o prazer de pegar meu filho nos meus braços pela primeira vez e oferecer meu peito para ele. E só por uns minutos. Ficamos juntos de verdade só umas horas depois, no quarto.

Alguns dias depois, na primeira consulta pós-parto, fui orientada para tomar algo para não cair em depressão pós-parto e ainda aumentar a produção do leite (só depois soube que se tratava de um antidepressivo e demorei um tempo para poder parar seu uso). Depois, fomos em uma pediatra não humanizada que solicitou complementar meu leite materno com fórmula, o que me ocasionou uma forte mastite com bicos rachados.

E foi essa última experiencia que foi a minha porta de entrada ao mundo do parto e da pediatria humanizada, tão incrível e tão escassa.

Após pesquisar sobre os diversos assuntos do mundo da humanização, questionei o meu GO sobre a decisão apressada por uma cesárea. Ele aceitou que poderíamos ter aguardado mais umas horas para termos o afinamento do colo uterino e a dilatação necessária para um parto normal... ou no mínimo ter tentado induzir o parto, mas na experiencia dele, mulheres que chegam no meu estado ao hospital (sem dilatação, 1 horas após romper a bolsa) vira cesárea.

Sei que esse é o jeito ideal para algumas mulheres, mas não o meu. Que decepção. Me senti enganada. Chorei. Identifiquei minha culpa em tudo isso, por não ter me informado melhor, e abri os olhos para um novo mundo: o atendimento médico e humanizado para mim e para minha família.

E poderia continuar com os detalhes dessa história, mas o intuito desse texto é mostrar quanto mais “humano”, gostoso, amoroso e iluminado é o parto humanizado. O texto abaixo está dividido em partes, para facilitar sua leitura, e que você, leitor(a) possa ler, se quiser, apenas a parte que for do seu interesse. Boa leitura e feliz parto humanizado!

Meu parto Humanizado

Foi sim, um parto humanizado, um parto vaginal, e foi maravilhoso. Mas não foi tão previsível. Os tempos das contrações, a dor. Tudo ocorreu de forma diferente ao que tinham me contado. Vou te contar a minha história: CARTA AO FELIPE

Fê, na tua gravidez contei desde o início do pré-natal com uma equipe humanizada, composta pela Dra Andrea Campos, médica obstetra, e a Priscila Raspantini, obstetriz, as duas da Casa Moara. Consultas mensais (ao final semanais), em consultórios confortáveis e amorosos, aqueles que não têm mesas que separam o paciente do profissional e ainda são decorados pelo carinho de mães agradecidas que passaram por esse espaço.

Nas últimas semanas contamos também com a orientação da Juliana Kubotani, fisioterapeuta perineal da Moara, com a doula Fabiola Cassab, e já no parto com a pediatra neonatologista Tiemi Yoshida.

Decidida a fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para conseguir ter um parto normal, na 34ª semana fui orientada pela Priscila para fazer uma dieta sem glúten e sem açúcar, sendo que dessa forma ajudaria no afinamento do colo uterino. Sem dúvida essa dieta também ajudou na minha digestão, que estava já lenta e sensível. As contrações de Braxton Hicks (ou de treinamento) iniciaram na 36ª semana de gestação, sem dor, apenas com o movimento, e foi durante o primeiro encontro com a Fabiola (doula), nessa mesma semana, que aprendi a identificar minhas contrações. Foi um primeiro passo para esse mundo mágico do parto.

No terceiro dia da 38ª semana (segunda-feira), tendo ainda contrações de treinamento, a Dra Andrea sugeriu fazer uma massagem no colo do útero, que ajudaria no processo de afinamento do mesmo. Dois dias depois acordei às 5h com contrações doloridas, e começou a sair o tampão. Fiquei em casa, a Fabiola veio me ver, mas às 9h as contrações voltaram ao estado de antes, sem dor. Tive, mesmo assim, a possibilidade de conversar com ela, expressar meus medos do momento, encabeçados pela experiência da cesárea do Pedro, pela minha relação com teu irmão Pedro após o teu nascimento (como vai ser, se vou conseguir dar conta dos dois, como evitar que ele sofra), e a data de nascimento mesmo, pois minha mãe e Be (meu padrasto), que moram na Colômbia, estariam aqui comigo apenas por um tempo definido e a contagem regressiva dos dias deles no Brasil já estava rolando. Foi muito importante contar com esse colo, desabafar, lembrar que o que importava mesmo era que o meu filho pudesse nascer no tempo dele, quando ele estivesse pronto. Aproveitamos essa tarde para sair com os meus pais, dar uma arejada ao pensamento, e no final da tarde brincar muito com meu filho mais velho. No dia seguinte (quinta) fui trabalhar, ainda dirigindo. No período da tarde decidi dar uma caminhada tranquila de 1 hora antes de pegar o meu filho na escola. Graças a Deus sem pés nem mãos inchadas, mesmo que andando como um pinguim. O dia estava lindo, a temperatura perfeita. Depois brincamos, jantamos em família e fomos dormir. Na sexta-feira, no primeiro dia da minha 39ª semana, acordei novamente às 5h com contrações doloridas. A Fabiola sempre me dizia “quando tiver contrações que indiquem o trabalho do parto ativo, você não vai conseguir nem falar”. E a Andreia e a Priscila já tinham explicado como o corpo da mulher ficava com contrações ritmadas, de 3 em 3 minutos, na hora do parto ativo. Mas ainda dava para falar (e falar bem), e as contrações tinham intervalos de 4 a 7 minutos. Mas dessa vez o nível de dor não diminui. Fabiola veio novamente em casa, mas ainda devíamos aguardar, com a incerteza de ser uma nova falsa alarme. O corrimento do tampão continuava, e a Dra Andrea me recebeu às 13h para verificar se estava tudo bem. Observou que tinha apenas uma pequena dilatação do colo uterino, mas essa fase de parto latente poderia demorar ainda horas. Para confirmar que o corrimento não fosse líquido do bebê e que ele estivesse em ótimas condições, ela pediu para fazer um ultrassom e uma cardiotocografia. Fui logo em seguida para o hospital e a cardiotocografia mostrou que, você meu filho, estava muito quieto. A enfermeira colocou musiquinhas do lado da minha barriga e você deu uma breve mexida. Logo em seguida coloquei minhas músicas, as que escutávamos no carro todo dia... e você dançou junto!! Ahhh que alívio. Mesmo assim, a Dra. Andreia pediu para eu fazer de novo o cardiotocografia, e dessa vez, após umas bolachas de água e sal, você se mexeu o tempo todo. Cheguei em casa às 8h, tentando marcar consulta com um acupunturista que ajudaria aliviar a intensidade da dor, o que infelizmente não deu certo. Consegui ainda levar teu irmão para dormir, deitar com ele, e logo em seguida a dor das contrações começou a aumentar. Avisei a Dra. Andrea, quem tinha uma viagem marcada, e já estando na estrada, voltou e ficou na cidade para poder nos atender caso fosse necessário (foi muito legal, me senti muito importante na agenda dela).

Uma noite na banheira com água quente Às 23h dessa noite eu já não conseguia mais ficar sentada e muito menos deitada, por serem posições em que sentia a dor com maior intensidade. Meu marido me ajudava, apertava meu quadril e me ajudou colocando água em um balde para fazer escalda pés. Porém, ajudou só um pouco. A Fabiola chegou logo em seguida. Tinha períodos de contrações ritmadas de 3-4 minutos, e de repente passavam 7 minutos sem contração, e voltava aos 3-4 minutos. Ainda conseguia falar, mas já com um pouco de dificuldade. Tentava ficar de cócoras, mas a única posição que ajudava com a dor era ficando de pé, levemente inclinada para frente, apoiando minhas mãos em alguma superfície ou parede. A Fabiola sugeriu que entrasse na banheira de água quente. Essa noite dormimos na banheira, à luz de vela e escutando minha playlist de meditação. Não foi possível meditar. A única opção era estar presente, presente ao corpo, à percepção das contrações, como se mais nada existisse fora desse nosso momento. A água quente aliviou bastante as dores, e por efeito dos meus hormônios e da magia da nossa natureza feminina, eu conseguia apagar e descansar nos intervalos entre as contrações. De vez em quando imaginava quanto desconfortável devia ser para você, meu filho, sentir o meu corpo te apertando, de tempos em tempos, sem te deixar descansar. À meia noite falei para o papai ir dormir, prevendo que o dia seguinte seria um dia longo e de muita ação. Logo em seguida a Fabiola foi descansar também. Eu ainda não estava pronta para a fase do parto ativo, e ela sabia bem disso. Eu devia ainda aguardar um pouco. Ficamos na banheira até as 4h da madrugada. A dor parecia ter diminuído um pouco. Deitamos na cama, mas só conseguimos por uma hora, quando a dor intensa não nos deixou mais ficar deitados. Escrevemos novamente para Fabiola. Até ela chegar, o teu pai cuidou de mim, e eu fiz um grande esforço para ir e acompanhar o teu irmão recém acordado. Depois ficamos no meu quarto com a Fabiola, tentando achar a melhor posição para poder me alimentar. Só conseguia me alimentar nos intervalos das contrações. Não tinha vontade de comer nada.

24 horas de contrações, e nada... Tomamos um banho de água quente no chuveiro. Às 9h as contrações continuavam em intervalos de 3-5 minutos, e a intensidade da dor aumentava. Priscila, nossa obstetriz, teve um inconveniente familiar, e quem veio me examinar foi a Natália Rea, back-up dela, também obstetriz da equipe Moara, também maravilhosa. Ela fez o exame de toque. Eu tinha o colo do útero um pouco afinado (ainda), e nada de dilatação. Devia continuar aguardando. Meus pais cuidavam do teu irmão e eu rebolava o quadril, quase segurando a respiração com cada contração.

Às 13h as dores eram muito intensas. A Dra Andrea veio em casa, inclusive de bicicleta (estava fazendo exercício a uns 6km de distância). Sempre preparada, tinha consigo umas luvas cirúrgicas dentro da sua mochila. Fez o exame de toque novamente e, para alegria de todos, o colo do útero tinha afinado um pouco. As dores eram já quase insuportáveis. Eu só pensava: Se já são tão intensas e doloridas, como serão quando já tivermos a dilatação necessária? E como vai ser no expulsivo? Mas devia continuar esperando. “Ahhhhhhhhh” com cada contração. Para amenizar a dor, a Fabiola tentava me ajudar com massagens, e ela e teu pai tentavam segurar o meu quadril durante as contrações. Me lembravam de respirar profundamente e soltar o ar devagar, gritando caso necessário. Precisavam me lembrar da respiração o tempo todo. Voltei à banheira, mas já nem conseguia ficar deitada, só de cócoras. Chorei, senti medo de não conseguir, de não ter a força para chegar ao hospital e ter meu tão esperado parto normal humanizado. Mas não dava tempo nem de chorar. As contrações estavam vindo a cada 2 minutos.

Às 16 horas não aguentava mais a dor. Pedi anestesia. Fiquei com medo da possibilidade de uma dor ainda maior no caminho ao hospital. A Natalia voltou, fez um novo exame de toque e que alivio saber que essas contrações doloridas tinham ajudado no afinamento do colo uterino, e que já tinha meu primeiro cm de dilatação. Mas faltavam ainda 9 cm. Saímos logo em seguida ao hospital. O teu irmão Pedro dormia, provavelmente umas das suas últimas sonecas do meio dia (pois depois mais nunca quis dormir ao meio dia).

32 horas de contrações e saímos para o hospital Fui no carro com teu pai, ele dirigindo e eu no banco de atrás, de joelhos virada para trás, gritando e abraçando o apoiador de cabeças com cada contração. Era sábado e graças a Deus sem trânsito. Minha mãe, antes de sair, tentou me falar sobre a possibilidade de não ser como eu queria, de precisar cesárea. Sei que ela falava com amor, porque não queria me ver sofrendo, mas as palavras dela me desafiavam ainda mais para continuar nessa luta. Mesmo assim, não dava tempo de raciocinar. Os intervalos continuavam de 2 em 2 minutos.

Chegamos ao hospital, fui levada em seguida ao pronto atendimento de parto, onde com dificuldade consegui ajudar com a última cardiotoco que falaria se você estava bem dentro do ventre. “Analgesia, por favor!! Não aguento mais”, enquanto deitada na maca, na posição mais dolorosa, finalizavam o exame. A Fabiola e a Natália faziam uma forte massagem apertando as costas, na região lombar, uma de cada lado. Entre as contrações meu corpo tremia, já do cansaço imagino. Eu sentia uns segundos antes de que a contração fosse reiniciar, e conseguia alertar a equipe para me auxiliar em cada contração. Era um momento muito bonito, e ao mesmo tempo muito difícil. Só existia esse momento, mais nada.

Fui levada à minha sala de parto, onde demos as últimas reboladas de quadril, de pé, com as pernas abertas e os braços encostados na maca. Chegou o Carlos, o médico anestesista da equipe humanizada, quem me prepararia para tomar a analgesia. Devia ficar sentada na maca, encostada para frente e arqueando as costas, sem me mexer, para ele poder colocar uma pequena dose de anestesia raqui e preparar uma possível peridural quando essa primeira perdesse o efeito. Difícil ficar quieta!! Precisei da ajuda da Fabiola, Andrea e Natalia para não me mexer.

E quando parou a dor.. ahhh foi um descanso, que não estava nos meu mundo ideal, mas foi necessário e chegou bem a tempo. Eram às 18h. Para ajudar o meu corpo nessa tarefa, autorizei à Dra Andrea para fazer o rompimento da bolsa. Ainda tinha 1cm, e devíamos continuar esperando.

O Parto Humanizado sem dor

Tive tempo para descansar. Enquanto isso, a equipe ficou por perto, aguardando. Dormi uma hora. Mesmo com analgesia, a sábia natureza do meu corpo continuava trabalhado com as contrações, necessárias para atingir a dilatação do colo uterino. E as contrações continuavam, mas sem dor. Pela baixa dose de anestesia recebida, consegui ficar em pé logo em seguida e realizar alguns exercícios com a Fabiola e a Natália, que ajudariam para um melhor encaixe na hora do expulsivo. Mas logo começaram as dores, e para evitar precisar grandes doses de anestesia, seria preciso avisar quando a dor estiver novamente em uma escala de 6 sobre 10 (onde 10 foi a dor máxima que tinha sentido).

Às 20h recebi uma segunda dose de analgesia. A Dra Andrea fez o exame de toque e... WOW, que surpresa! tinha 8cm de dilatação e você já estava ai!!!! Pronto para sair!!!! “Ele está ai, quando chegar a contração, empurra!” “Mas, como assim, meu marido!! Cadê meu marido?”, falei tranquila, sem dor, deitada na maca, entre feliz, assombrada, preocupada pelo que ele não estava na sala nesse momento. Mas deu tempo dele chegar. O expulsivo foi maravilhoso! Consegui curtir cada fase da tua saída ao “mundo fora do útero”. Podia passar a mão e sentir a ponta da tua cabeça aparecendo. Podia sentir tua passagem pelo colo do útero, podia rir, podia registrar com minha mente cada imagem, a equipe inteira e o teu pai na minha frente, todos ajudando e torcendo pela tua chegada! Até que saiu, meio de lado, logo virado para baixo, com os olhos abertos e colocado no meu colo. Estavas quentinho, tudo cheio de vérnix, morninho, com um choro tímido. Inacreditável!! Que experiencia maravilhosa!

Eram às 20h49.

A Pediatria neonatal humanizada

Você ficou uma hora e meia no meu colo. Mesmo sendo mãe de segunda viagem, fiquei com medo de te mover. Te deixei encostado no meu peito durante o tempo todo, e só quis mamar uma hora após nascido. Mágico! Uma pega perfeita e o colostro já estava prontinho para você.

A Dra Tiemi, pediatra neonatal, acompanhava tudo na sala, mas não tinha presa para te arrancar do meu colo, tirar medidas, tirar o vernix, dar banho.. não não, nada disso! Foi um tratamento tão respeitoso! Tivemos tempo de nos encontrar com calma, com amor, pele a pele, de nos reconhecer.

Após uma hora e meia de nascido, a equipe de parto foi embora e a Dra Tiemi moveu a maca para eu ficar do lado de onde ela tomaria as tuas medidas, junto com o teu pai. Estávamos ainda nessa sala de luz tênue, quentinha, perfeita para você. Foi tudo feito com ternura, com calma, com muito amor. Por normas do hospital, você não podia ir até o quarto comigo no meu colo, mas a Dra Tiemi solicitou que você fosse no bercinho do lado da minha maca, o tempo todo, até chegarmos ao nosso quarto. Já era meia-noite.

E te primeiro banho foi lá, no nosso quarto, envolto em um pano para você se sentir no útero, deixando o vérnix saudável que em poucos dias seria absorvido por tua pele. Dormiste do meu lado. Desde esse dia, temos vivenciado uma incrível história de amor, sem dor. Te amo!!

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Fotografias por:  Kátia Ribeiro,  Bia Takata, Lela Beltrão, Marcelo Min, Cristiane Pereira e Carla Raiter / Acervo Casa Moara