Epi-no: Valeu a pena!

11/05/2011

 

 

Comecei a me preocupar com o períneo com mais ou menos 32 semanas de gestação. Então minha obstetra me indicou uma fisioterapeuta especializada em preparação perineal para o parto. A primeira consulta foi fenomenal: aprendi mais sobre essa musculatura, os exercícios para fortificá-la, a massagem e tive minha primeira experiência com o Epi-no.

Dias depois consegui alugar um aparelho (para compartilhar com outras usuárias é preciso proteger o balão com um preservativo durante o uso) e passei a fazer os exercícios em casa todas as noites. Meu marido me ajudava. A cada 10 ou 15 dias fazia novamente uma consulta com a fisioterapeuta para acompanhar meu desempenho.

Não foi fácil. Minha mão suava frio, mas valeu o esforço. Entre a 34ª e a 39ª semana, quando minha filha nasceu, consegui um alongamento tão bom que tive somente uma laceração de primeiro grau na mucosa. Tão pequena que nem precisou de ponto. E olha que a Olívia nasceu com 4,235 kg! A saída da minha filha foi bem mais fácil que a do Epi-no: não suei frio e achei bem tranquilo. É que meu períneo estava preparado e fortificado.

Depois de um mês do nascimento fiz uma consulta para avaliação e estava tudo perfeito, como se nada tivesse acontecido. Valeu a pena o esforço!

 

Júlia, 31 anos, publicitária

 

 

Comecei a fazer a massagem com 33 semanas. Tinha pesquisado bastante pela internet os benefícios da massagem e, quando fui à consulta com a obstetra, perguntei sobre isso. Ela me incentivou muito.

Meu marido me fazia a massagem com lubrificante a base de água. Quis muito usar o Epi-no, mas não consegui, pois ninguém aqui no Brasil estava vendendo ou alugando. Daria para comprar na Europa e tentar receber pelo correio, mas estávamos com medo de ser barrado ao entrar no Brasil (o aparelho ainda não tem registro na Anvisa).

Apostei então na massagem e nos exercícios de segurar e relaxar. Logo que começamos a fazer, sentia um estiramento que incomodava bastante. Com os dias, melhorou: o incômodo era maior no começo e depois a região ficava meio dormente. Meu marido me incentivou muito, principalmente ao ver como estávamos progredindo com o passar dos dias.

O parto foi normal. Fiquei com bolsa rota por dois dias e precisei ser internada para induzir. Não utilizei analgesia, escolhi a posição de cócoras e não tive laceração.

 

Ludimila, fonoaudióloga, 29 anos

 

 

Na primeira gravidez, em 2006, ouvi falar da preparação do períneo na aula de yoga. Fazíamos exercícios de contração e a professora nos ensinou a massagem. Minha obstetra também falou da importância da massagem e me indicou o uso do óleo de arnica. Comecei fazendo três vezes por semana e, depois da 30ª semana de gestação, passei a fazer todos os dias. Tive um parto normal hospitalar com analgesia. Joaquim nasceu em duas contrações: primeiro a cabeça, depois o corpinho. A médica usou o óleo durante o período expulsivo e aparou meu períneo. Senti bastante o círculo de fogo (sensação de ardor que acompanha a distensão máxima do períneo). Tive uma laceração pequena, que precisou de alguns pontos. Em uma semana já estava tudo bem.

 

Na segunda gravidez, soube do Epi-no em uma lista de discussão sobre gravidez e parto. Desde o início também estava fazendo yoga e os exercícios para o períneo. Lá pelo meio da gravidez comecei as massagens com óleo de arnica. A parteira conseguiu um aparelho para alugar a partir da 31ª semana. No início, revezava com a massagem, em dias alternados. Depois da 34ª semana, passei a usar o Epi-no todos os dias. Cheguei aos 9,5 cm.

 

Raul nasceu com 39 semanas, em casa, na banqueta de cócoras. Veio de uma vez só, escorregou mesmo! Não tive laceração, não precisei de pontos: tudo certinho!

 

Pela minha experiência, o Epi-no ajudou bastante a prevenir a laceração e a lidar com a possível dor do círculo de fogo. Por já conhecer essa sensação do primeiro parto e senti-la todos os dias com o uso do aparelho, isso nem me incomodou no nascimento do Raul.

Claro que não ter laceração foi ótimo, a recuperação ficou melhor e mais fácil: nem parecia que eu havia parido. A vida sexual no pós-parto também deverá ser mais fácil do que no primeiro parto, quando fiquei com um certo receio, por causa da cicatriz e dos pontos… Ficou tudo um pouco mais sensível e apertado, eu precisei me acostumar com meu novo corpo. Dessa vez minha libido já voltou com tudo e não estou com nenhum receio: sinto como se nada tivesse mudado com o parto, fisicamente falando.

 

Recomendo muito a massagem e o Epi-no, mas acho que o aparelho faz a diferença.

 

Lúcia, fotógrafa, 27 anos

 

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