Era uma vez no pós parto

A história de um passeio de mães e bebês à padaria mais próxima e as reflexões de uma psicóloga sobre os desafios dessa fase da vida – que não precisa (nem deve!) ser solitária.

 

 

 

Numa tarde de sol, após a reunião do grupo, algumas mães resolveram fazer um passeio conjunto até a padaria mais próxima da Casa Moara. O dia estava convidativo, e todas sentiam uma disposição enorme para conversar. Encorajada pelas demais, a mãe de um bebê de 25 dias tomou coragem e aceitou o passeio.

 

Ao chegarem à padaria, aquelas seis mulheres lindas, com seus bebês de 25 dias a seis meses (mais lindos ainda!), causaram impacto imediato nos outros clientes. Um grupo de homens que ocupava uma das mesas e conversava com a empolgação de quem discute o último jogo do time preferido, silenciou de imediato. Elas acharam graça nisso. Que poder essas mulheres-mães têm de encantar, impactar e surpreender! Poderiam estar em casa, talvez se sentindo sozinhas – afinal o período pós-parto pode ser sentido como muito solitário – mas não essas mulheres! Elas podem contar com o apoio e a motivação umas das outras. Com o relato da experiência da superação de certas dificuldades por uma, o que dá mais coragem a outra.

 

Durante o passeio, uma mãe que não fazia parte do Grupo de Pós-Parto entrou na padaria com seu bebê. E foi imediatamente convidada a se juntar ao grupo: não só ali na padaria, mas também na Casa Moara. E foi assim que mais uma mulher, unida às demais pela semelhança de estar vivendo um momento único, ficou feliz por poder dividir os sentimentos dessa sua nova vida. E, para isso, nada melhor do que estar entre os seus….

Minha observação: enquanto estava ali, percebia quão especiais são essas mulheres. Advogadas, designers, terapeuta transpessoal, nutricionista entre outras: mulheres ativas, que se entregam de corpo e alma à experiência da maternidade e buscam o autoconhecimento neste novo papel. E como tudo isso repercute em suas vidas como mulher, como indivíduo. O Grupo de Pós-Parto traz esta possibilidade: estabelecer novos meios de interpretação da maternidade, aumentar a consciência sobre essa experiência, além de, em termos terapêuticos, ser um meio de prevenir a depressão pós-parto e outras ansiedades do puerpério.

 

E foi assim, numa linda tarde de sexta-feira, que tudo isso aconteceu…

 

*Daniela de Almeida Andretto é psicóloga, doula e uma das coordenadoras do Grupo de Pós-Parto da Casa Moara.

 

Site: www.gestamater.com.br

 

Veja mais informações sobre o Grupo de Pós Parto na Casa Moara

 

 

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