"Mais confiante e mais forte para cuidar do André"

22/02/2013

 

 

O grupo de pós-parto da Casa Moara foi um divisor de águas no meu puerpério. Por mais que eu tenha me dedicado durante a gravidez, nada poderia me preparar para a realidade que encontrei e os sentimentos que vivenciei após o nascimento do André. As dificuldades foram aparecendo e junto com elas um sentimento de que aquilo só acontecia comigo, não via essas coisas em outras mães, nem tinha ouvido sobre isso de ninguém. Era como se as coisas vistas de longe parecessem mais bonitas, mais tranquilas. As pessoas compartilhavam experiências muito superficiais, como a falta de sono, e conselhos como: “durma quando o bebê dorme”. Tá legal, mas e se o bebê só dorme no colo, como eu faço? Juntou-se a isso uma solidão. Eu morava em São Paulo há poucos anos e não tinha família nenhuma por aqui. O marido e os amigos trabalhavam o dia todo e não conhecia outras mães no mesmo momento que o meu.

 

Apesar de estar envolvida com a Casa Moara desde a gravidez, eu demorei um pouco para buscar o grupo, infelizmente, porque tinha muita insegurança de como seria levar o bebê para um compromisso com hora marcada. E se ele chorar demais? E se ele não conseguir dormir lá? E para amamentar em Livre Demanda? Então, fui pela primeira vez quando André tinha 3 meses e, para minha surpresa, foi tudo ótimo. André ficou super bem no ambiente com outros bebês, todos foram muito acolhedores e naquele lugar amamentação/dificuldade para dormir/choro eram normais e compreendidos!

 

Apesar de ser uma pessoa tímida, mais fechada, me encontrei no grupo! Foi ótimo ouvir mães que estavam passando ou já tinham passado pelas mesmas dificuldades e até entender que havia muitas outras que eu não estava passando. Algumas das mães tinham bebês mais velhos e já tinham superado algumas das fases, o que enchia o meu coração de otimismo! A dinâmica era muito bem conduzida pelas psicólogas e todas as discussões eram muito ricas e muito honestas. Eu me sentia totalmente à vontade para compartilhar o que estava vivendo e sentia que naquele ambiente eu era verdadeiramente compreendida. Aprendi muito e me senti mais confiante e mais forte para encarar a maternidade e esta nova realidade maravilhosa que surgia com ela.

 

Além disso tudo, era um momento muito divertido, guardo com muito carinho aquele tempo. Em casa eu brincava que ia para as “mães anônimas” e que era uma sorte que o grupo acontecia às sextas para entrar com o pé direito no final de semana! Me trazia um novo ânimo, era um combustível para a semana seguinte. Conheci pessoas maravilhosas, com as quais tenho contato até hoje. Mantemos a nossa rede de apoio e sempre que possível nos encontramos para matar a saudade e passarmos momentos gostosos com as crianças.

 

Eu super recomendo para todas as minhas amigas na mesma situação! E quando vier o segundinho faço questão de participar de novo!

 

Giovanna Gazzoni, mãe do André

 

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