"Recarregando nossas baterias em meio a risadas e lágrimas"

22/03/2013

 

 

“O que esperar quando se torna uma mãe? Realmente era para mim uma incógnita. Quando engravidei aquela surpresa me invadiu e diversos sentimentos e questionamentos inundaram minha cabeça. No meu caso, que sou naturalmente tensional, posso falar que a gravidez foi mais tensa do que vivida em sua plenitude. Comecei os preparativos, leituras sobre a gestação, enxoval, quartinho do bebê e nada, absolutamente nada, sobre o pós-parto e como seria essa fase tão pouco comentada e, se comentada, pintada como um comercial de margarina. Quando eu menos esperei estava lá imersa em uma total insegurança de não saber como lidar com a responsabilidade de criar um ser, em um vazio e um pavor daquela solidão que me rondava.

 

A nova rotina me consumia, era a privação de sono, a amamentação, palpites de todos os lados. Victor era um bebê que só dormia no colo e, quando conseguia alguém para me ajudar e ficar com ele, eu não desligava mentalmente. Antes do parto acreditava que conseguiria lidar com nova rotina somente com a ajuda do meu marido. Ledo engano. Não conseguia ficar sozinha com ele. Era um medo, uma angustia, uma tristeza que cheguei à conclusão de que estava em depressão e foi assim que pedi apoio de minha cunhada, que já tinha tido o primeiro filho e sabia do que estava falando, pois havia passado por situação semelhante em seu pós parto.

 

Compartilhei com ela tudo que estava acontecendo. Um misto de sentimentos e angústia. A pediatra, além de prescrever um remédio que aumentava o leite e me acalmava, havia me indicado um acompanhamento psicológico para ir retirando o remédio gradativamente. Foi então que minha cunhada me indicou procurar por grupos de pós parto, pois ela achava que compartilhando com outras mães que estavam na mesma situação ou que passaram por situações semelhantes eu conseguiria me fortalecer para passar por esta fase. E foi assim que cheguei no grupo de Pós parto da Moara.

 

Eu já conhecia a Casa. Na gestação, fazia yoga para gestantes e sabia das outras atividades desenvolvidas. Quando o Victor tinha um mês e meio participei do primeiro encontro. Foi tão bom, tão reconfortador, além de me fazer sair da rotina, encontrei profissionais experientes que me deram todo o apoio e acolhimento necessário ao alivio de minhas angústias e anseios com a maternidade. Encontrar com as outras mães e dividir as experiências era algo tão enriquecedor  e confortante que parecia que estávamos recarregando nossas baterias em meio a risadas e lágrimas.

 

Para mim não foi fácil, mas sem participar do grupo, teria sido mais difícil ainda. Infelizmente, não consegui ficar muito tempo no grupo devido ao fim da minha licença maternidade, mas hoje, quando lembro daquela época, um carinho imenso invade meu coração e o sentimento de gratidão me reconforta para seguir em frente.

 

Obrigada Maiana, obrigada Daniela e obrigada à todas mamães da Casa Moara”.

 

Carina Carletti, mãe do Victor

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