Apoio ao Amor Líquido

09/09/2013

Na primeira semana de agosto, comemoramos a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013, que destacou a importância do “Apoio às mães que amamentam: próximo, contínuo e oportuno!”. A seguir, duas mães que acabaram de vivenciar os primeiros meses de amamentação contam suas experiências e falam como o apoio recebido foi essencial para elas.

 

 

 

Amamentar é nutrir da maneira mais intensa que existe. Dar ao bebê tudo de que ele precisa e mais: amor, cumplicidade, respeito, vínculo, proteção. Para que isso aconteça da maneira mais fluida e natural possível, duas coisas são fundamentais: vontade e apoio. Uma depende da mãe. A outra é compartilhada com todos aqueles que a cercam. Não por acaso, o apoio foi o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) de 2013, celebrada na primeira semana de agosto, sob o lema: “Apoio às mães que amamentam: próximo, contínuo e oportuno!”. Essa foi a 21a edição da SMAM, liderada pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) e IBFAN (International Baby Food Action Network) – rede internacional em defesa do direito de amamentar.

 

 

 

 

Costumamos chamar esse coletivo que cerca uma mãe recém parida que amamenta de “rede de apoio”. Cabe a essa rede um papel importante: o de estimular e colaborar para que a experiência da amamentação seja bem sucedida e prazerosa. Portanto, pai, familiares, pediatra, amigas e grupos de mães, além de um boa consultora de amamentação e de informações de qualidade, são elementos essenciais no momento do pós-parto e nos primeiros tempos do aleitamento materno.

 

Para a psicóloga e doula, Daniela Andretto, o pai tem mesmo papel fundamental. “Não só em relação ao apoio emocional e motivacional à mulher, mas em questões práticas como: promover um ambiente favorável enquanto ela amamenta, oferecer-lhe água, um suco e um lanchinho”. Afinal, reflete, este “é um benefício também ao próprio filho, com a promoção de uma experiência contínua de nutrição e desenvolvimento afetivo e emocional para um crescimento saudável”.

 

O incentivo do pediatra é igualmente importante. Segundo Daniela, ninguém tem mais “poder de fala” do que ele. “Mães e pais são extremamente permeáveis à opinião/avaliação deste profissional”. Por isso, acredita, “é essencial escolher um pediatra que esteja alinhado com sua maneira de pensar e em quem possa confiar”.

 

Outra dica bacana é buscar amparo em amizades positivas. Neste caso, o convívio entre mães em momento semelhante, que certamente dividirão dúvidas comuns, torna-se também uma oportunidade de compartilhar todo o tipo de emoções e sentimentos. E “distância daquelas companhias que nos deixam para baixo, negativas!”, recomenda Daniela.

 

Hoje em dia, as melhores e mais qualificadas informações estão ao um clique de nós. A internet é uma ferramenta poderosa para isso. Porém, muita atenção. “Nem toda informação é útil. Dê espaço para o autoconhecimento, para as próprias impressões. Dê sentido para o que está vivendo antes mesmo de recorrer a informação virtual. A percepção e sentido materno são maiores do que qualquer informação na rede”, destaca.

Ainda durante a gestação, a melhor forma de se preparar para a amamentação é com a busca de boas informações. Fisicamente nada precisa ser feito para “preparar” as mamas. “A natureza já se encarrega disso, como, por exemplo, aumentando a hidratação natural da aréola e mamilo, através de uma secreção que as glândulas de Montgomery liberam, deixando a pele mais hidratada”, explica Daniela.

 

A amamentação é em grande parte baseada na disponibilidade da mulher e no necessário apoio da família. “Saber disso ajuda a mulher a compreender as horas disponíveis que exigirão dela tempo e tranquilidade no período em que estiver amamentando”, acredita Daniela. Conhecer os possíveis problemas, como peito empedrado, também é importante para saber o que fazer e quando procurar ajuda.

 

Nestes momentos, a mãe deverá lançar mão de um recurso importantíssimo, a ser acionado tão logo surja uma dúvida mais contundente ou qualquer intercorrência. A consulta oportuna com uma especialista em aleitamento materno, conhecidas como consultoras de lactação, pode ser determinante. Muitas vezes as próprias doulas, parteiras ou mesmo o pediatra podem fazer esse atendimento ou indicar um profissional qualificado.

 

Acima de tudo, é interessante não deixar para procurar ajuda apenas em um momento crítico e agudo. “Não deixe um problema que pareça pequeno aumentar para chamar uma consultora. Às vezes, uma simples dica ou uma palavra amiga, motivadora, pode ajudar para que a amamentação tenha um começo positivo, orientando a mãe a lidar com possíveis dificuldades, sem que se tornem um grande problema”, destaca Andretto.


Veja aqui o depoimento de duas mães que acabam de atravessar os primeiros meses de amamentação e contam com carinho e emoção sobre essa experiência de aprendizado mútuo e muito amor líquido:

 

Para Caroline Renata Lucirio, o apoio do marido Thiago, pai do Matheus (3 meses), favoreceu a perfeita conjugação de amor e dedicação, transformando a amamentação no novo cordão umbilical entre ela e o bebê - leia aqui. 

 

Para Rosane Bevilaqua, mãe de Arthur (3 meses), a superação das dificuldades enfrentadas nos primeiros dias de amamentação trouxe a certeza da importância do apoio recebido, garantindo a plenitude desse momento precioso – leia aqui.

 

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