"Amamentar é insistir, insistir, insistir"

16/09/2013

Para Caroline Renata Lucirio, o apoio do marido Thiago, pai do Matheus (3 meses), favoreceu a perfeita conjugação de amor e dedicação, transformando a amamentação no novo cordão umbilical entre ela e o bebê.

 

 

Caroline Renata Lucirio, psicóloga, 30 anos, mãe do Matheus de 3 meses, buscou orientações sobre amamentação ainda na gestação. Ela conta que o início foi tranquilo. Estimulado pelo pediatra, Matheus mamou logo que nasceu e o leite desceu no 3º dia após o parto (normal hospitalar). Nesse momento, conta que se assustou com o volume da mama. “Achava que ele não daria conta, mas deu! 
Me perdia um pouco na busca pela posição correta, errava com a “pega”. Nada grave. Algumas vezes ficava um pouco dolorido e com uma pomadinha rapidamente resolvia. Com o passar dos dias tudo isso foi se entrosando e amamentar foi ficando mais gostoso do que difícil”, lembra.

 

Quando Matheus estava com 1 mês aproximadamente, Carol teve um ingurgitamento em uma das mamas. “Minha médica me orientou e em dois dias não senti mais dor ou qualquer desconforto”.
Após a fase de adaptação, o pequeno passou a mamar ainda melhor, com vigor e se revelou, segundo a mãe, um “bebê mamão”!

 

As informações que recebeu da doula na fase de preparação para o parto e amamentação foram essenciais e Carol ressalta também o apoio do marido. “Ele sempre me acompanhou em tudo e na teoria sabia tanto quanto eu. Muitas vezes ele que relembrava as posições e me ajudava quando surgiam as dificuldades”, diz.

 

Thiago Di Ciesco Vaz dos Santos, administrador de 35 anos, pai de Matheus, conta que desde o primeiro momento em que o filho foi colocado no peito da mãe, alguns segundos após seu nascimento, ele já estava ao lado da esposa. “Em casa fico ao seu lado durante a amamentação, ajudo a colocar a almofada, faço carinho nos pés dele para mantê-lo acordado durante as mamadas e por fim o acolho em meu colo para que ele arrote e depois pegue no sono, bem gostoso”, diz.

 

Para ele, o processo de amamentação é entre mãe e filho, mas pode e deve ter a participação do pai. “Há muitas tarefas que envolvem o processo de amamentação. Em nossa casa, por exemplo, normalmente à noite sou responsável pelo banho do Matheus. É um momento único no qual tomamos banho no chuveiro abraçados. Após esta sessão de relaxamento, a Carol está preparada para vesti-lo e amamentá-lo com tranquilidade”.

 

Thiago destaca que a mãe necessita de muito apoio emocional, psicológico e físico. “Os pais devem conversar com suas mulheres, prestar atenção em suas necessidades, que permeiam desde um simples copo de água, durante a amamentação, uma massagem nos pés/costas para aliviar a tensão, até notar qual o seio deve ser oferecido ao nenê”.

 

Para Carol, “a amamentação é o novo cordão umbilical da nossa relação. Um momento sagrado que nos leva de volta àquela sensação tão gostosa da gravidez, de dependência mútua,  de união.
Ainda não me sinto preparada para pensar em quando deixarei de amamentar”, conta.

 

Se pudesse dar um conselho a outras mães de primeira viagem, disse que diria para que elas não se guiem pela experiência de outras pessoas. “Buscar ajuda especializada, informações, conhecer os benefícios da amamentação para você e o bebê e, principalmente,  insistir, insistir e insistir”!

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